Código de Conduta e Ética

O Praxis Magazine nasceu para fortalecer a esquerda e não para a enfraquecer. Enquanto projeto de informação alternativo e de aprofundamento do debate político à esquerda, pretende contribuir para a amplificação das lutas e vozes dos movimentos sociais e das várias forças políticas emancipatórias e radicais, respeitando sempre os valores pelos quais se rege.

No desenvolvimento do nosso trabalho o compromisso com a política emancipatória, honestidade e integridade com auto-reflexão são pilares fundamentais. Sabendo que o projecto ainda é incipiente e que não é imune a cometer erros, a Equipa Editorial decidiu redigir um Código de Conduta e de Ética formal pelo qual daqui para a frente se passará a reger.

O objetivo deste código é o de reafirmar a importância que os valores que orientam o projecto, a confiança dos leitores, ativistas, coletivos, movimentos sociais e forças políticas emancipatórias e radicais. bem como a transparência que os conteúdos lançados, têm para o Praxis Magazine.

O Praxis Magazine reafirma o seu compromisso e salvaguarda de todas as pessoas que foram vítimas de violências. Reafirmamos o nosso compromisso com os valores com que este projeto se norteia: feministas, LGBT, anticapitalistas, internacionalistas, basistas, anti-racistas. Continuaremos a lutar por uma sociedade livre de todas as opressões.

Código de Conduta e de Ética

  1. Interesses. A Equipa Editorial deverá colocar sempre o interesse geral e o direito dos leitores, ativistas e movimentos sociais a uma informação séria acima dos seus próprios interesses.
  2. Recusa de conteúdos. A publicação de conteúdos poderá ser recusada pelo Conselho Editorial se estes violarem a linha editorial e os objetivos do projecto. A Equipa Editorial tem o dever de salvaguardar a qualidade dos conteúdos do projecto. Nenhum conteúdo poderá ser recusado por divergências políticas à esquerda, excetuando quando entrar em conflito com outros parâmetros do código de conduta e de ética.
  3. Precisão. Os conteúdos publicados devem-se reger pela precisão das informações e pela seriedade dos argumentos. Todas as imprecisões informativas ou argumentativas deverão ser comunicadas pela Equipa Editorial aos autores, dando a oportunidade para que estes últimos se pronunciem.
  4. Privacidade. Toda a gente tem o direito à sua privacidade. Os conteúdos publicados no Praxis devem salvaguardar este direito fundamental.
  5. Difamação. Os membros do Equipa Editorial deverão pugnar pela defesa da integridade de todos os indivíduos, incluindo autores e ativistas, e impedir processos de difamação no Praxis Magazine. Deverão respeitar a dignidade das pessoas e os seus direitos.
  6. Casos de violência e ataques contra a dignidade. Contactado com eventuais alegações de casos de violência, quaisquer outros crimes ou comportamentos, a Equipa Editorial transmitirá os casos às respetivas autoridades perante acordo da vítima.
  7. Responsabilidade. Os conteúdos publicados no Praxis Magazine são da responsabilidade individual dos seus autores, mas, e em última instância, a responsabilidade política pela publicação remete à Equipa Editorial. Esta poderá aceder a publicar conteúdos sob pseudónimo sempre que considerar que protege o autor de eventuais represálias no seu dia-a-dia, desde que não viole outros parâmetros do código de conduta e de ética.
  8. Privilégios. Os membros da Equipa Editorial recusarão quaisquer privilégios, presentes ou favores que ponham, ou aparentem pôr, em causa a independência política e financeira do Praxis.
  9. Conflitos de interesses. Os membros da Equipa Editorial deverão ser sensíveis aos conflitos de interesses políticos e económicos que possam colocar em causa a integridade e independência do Praxis. A transparência nestas situações é uma obrigatoriedade para os membros da Equipa Editorial.
  10. Erros. A Equipa Editorial deverá reconhecer e rectificar os erros cometidos nos ou pelos conteúdos do Praxis logo que deles tenha tomado conhecimento, independentemente de qualquer exigência ou solicitação nesse sentido.
  11. Plágio. A Equipa Editorial deverá zelar pela originalidade dos conteúdos do Praxis, recusando qualquer prática de plágio. A publicação no media alternativo de conteúdos publicados noutros locais só poderá ser feita conforme autorização do autor e, porventura, da plataforma onde o conteúdo foi originalmente publicado.
  12. Direito de resposta. A Equipa Editorial deve zelar pela pluralidade de ideias nos conteúdos publicados pelo Praxis. Activistas, colectivos, movimentos sociais e forças políticas emancipatórias e radicais poderão pedir direito de resposta, desde que o pedido seja acompanhado de argumentos.