ABC do Feminismo Artigos

ABC DO FEMINISMO | Aborto

 

Neste novo episódio do ABC do Feminismo, Aline Rossi aborda o tema do aborto e de como é uma questão intrínseca aos direitos das mulheres.
Em muitos países a interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto, já é legal. Noutros,
continua a ser criminalizado, com as mulheres a serem perseguidas e condenadas a penas de prisão. Não têm outra alternativa a não ser dirigirem-se a clínicas clandestinas onde o possam fazer, correndo, na grande maioria das vezes, risco de vida.

Em Portugal, o aborto é legal desde 2007, mas, no Brasil, dezenas de milhares de mulheres são perseguidas pelo Estado e morrem em condições deploráveis depois de terem realizado abortos. Na Argentina, por exemplo, vários movimentos de mulheres conseguiram colocar o assunto na ordem do dia, obrigando o parlamento a aprovar a lei para, depois, o congresso a chumbar. De um lado, a Igreja Católica, com toda a sua influência sobre milhões de argentinos e argentinas, e, do outro, um movimento de massas que tomou as ruas. O Vaticano conseguiu, desta vez, ganhar, mas o assunto não será abandonado.

Em Portugal, e ao contrário do que os opositores do aborto alegavam, o número de abortos não subiu em flecha desde que foi legalizado. Ao invés, diminuiu significativamente para números históricos – e as mulheres passaram a ser protegidas e a ter acesso à saúde pública. Abandonaram a clandestinidade a que eram forçadas pelo conservadorismo da lei e do Estado.

A questão da legalização do aborto encontra-se intimamente relacionada com o papel da mulher na sociedade e com a autodeterminação dos seus corpos. Com a proibição do aborto, a maternidade torna-se obrigatória para a mulher, relegando-a ao papel de ‘parideira’ e, consequentemente, ao de ‘dona do lar’.

Se a história nos ensina algo, é que os direitos nunca são dados e assegurado, mas conquistados e mantidos. Com o avanço do conservadorismo e do fascismo, as mulheres têm estado da linha da frente dos alvos a abater. Os seus direitos reprodutivos são colocados em causa sempre que a classe dominante se sente ameaçada com a autodeterminação e emancipação das mulheres.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s